quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A rotunda

Desenho de Sérgio Morais


O arquiteto Sérgio Morais, do extinto PRESERVE/PRESERFE, responsável técnico pela reconstrução da rotunda (roundhouse) do Complexo Ferroviário de São João del-Rei, ao definir rotunda em seu relatório, busca essas definições em várias fontes:

  • Edifício ou grande salão de forma circular, geralmente encimado por uma cúpula. Praça circular onde desembocam várias ruas ou avenidas. (Grande Enciclopédia Delta Larouse V.10, p. 5.961);
  • Construção circular, que termina em cúpula arredondada. Praça ou largo de forma circular ou semi-circular. (Lello Universal V.4, p.939)
  • Construção circular que termina em cúpula; praça ou largo circular ou semi-circular. Espaço fora do povoado a que se deu forma mais ou menos circular, para embelezamento ou outros fins. (Enciclopédia Brasileira Mérito, V.17, p.402);
  • Construção (usualmente cercada de uma colunata), ou aposento de plano circular, e usualmente com uma cúpula, p. ex., o PANTEÃO. (Dicionário Enciclopédico de Arquitetura - Nikolaus Pevsner, John Fleming e Hugh Honour - tradução e ampliação na parte brasileira: prof. Carlos Kronauer - p.225);
  • Edifício de planta circular, terminado por cobertura ou por uma cúpula, construção geralmente semi-circular, da qual saem trilhos, que irradiam em torno de uma placa girante, construção essa que serve de depósito a locomotivas. (Dicionário da Língua Portuguesa - Antenor Nascentes, V.4, p.114)
  • Depósito ou abrigo de locomotivas com linhas ou desvios irradiados no centro do girador dotado de pequenas bancadas para ligeiros trabalhos de manutenção. (Terminologia Panamericana de Estrada de Ferro - Augusto Paranhos Fontenelle);
  • Construção circular formada por colunas que sustentam uma cúpula. (Dicionário de Arquitetura Brasileira - Corona e Lemos) [1] 
  • Em São João del-Rei pode também ser conceituada da seguinte maneira: "Uma rotunda é uma construção arredondada que serve para abrigar festas de casamento, aniversários e outras efemérides de gente que dá a Bunda na Caras." (Minha amiga Regina, em momento de clareza de espírito)

A rotunda é uma das mais impactantes edificações de um complexo ferroviário. Às vezes tomam para si a atenção que nem mesmo as estações, com suas grandes gares, conseguem manter à frente. Em minha modesta opinião, o que torna as rotundas centros (perdoem a inevitabilidade dos trocadilhos) de atenção é o fato de estarem invariavelmente repletas de locomotivas fumegantes.
Se a "maria-fumaça" é objeto de grande impacto imagético, a casa em que ela "habita" parece que alcança graça semelhante, principalmente porque a rotunda ferroviária é uma edificação que comporta muitas "marias-fumaça" ao mesmo tempo, o que dá a ela um ar de guardião do encanto. Isso não quer dizer que a rotunda seja de uso exclusivo de locomotivas, por seu interior se encontrarão também os carros e vagões.
Hoje, devido às mudanças sofridas no modus operandi das estradas de ferro, os depósitos e oficinas ferroviários já não seguem a mesma lógica e morfologia, principalmente devido ao tipo de tecnologia empregada nas locomotivas "modernas" (aka diesel-elétricas e elétricas), que exigem outras formas de acesso para a manutenção.
Ao que nos parece, a oficina radial é um formato utilizado desde o século XIX. As duas rotundas da Estrada de Ferro Oeste de Minas são da década de 1890 (São João del-Rei e Ribeirão Vermelho), assim como fotografias de períodos remotos nos permitem falar de rotundas oitocentistas.

Rotunda da Credit Valley Railroad, Toronto, Canadá, 1884. Foto de autor desconhecido.
Leigos costumam confundir rotunda (edificação) com girador (ponte giratória). Considero uma confusão normal pelo fato de que toda rotunda precisa de um girador (turntable) para funcionar, é este dispositivo que conecta as baias e permite o movimento dos veículos. Ou seja, toda rotunda possui um girador, ao cabo que nem todo girador está em uma rotunda. No Complexo Ferroviário de São João del-Rei, por exemplo, temos dois giradores: um da própria rotunda e outro de uso mais constante na operação ferroviária. Este segundo girador foi instalado para substituir o antigo triângulo de reversão, que é uma forma alternativa para mudar o sentido dos veículos ferroviários.

Girador da Estação de Tiradentes, ali instalado em 1986. Foto de Christopher Beyer.
Sobre a forma das rotundas, podem ter algumas variações de graus. Pensa-se inicialmente na rotunda de 360º, que é a rotunda de giro completo, mas elas podem ter o formato de meia-lua, ou possuir apenas poucas baias cobertas. O tipo de cobertura utilizada também varia, o que pode ser característica do período de edificação, ou mesmo pela função técnica das baias, como o tipo de reparo (caldeiraria, pintura, ferraria, manutenções leves, simples depósito, etc). No Brasil é mais comum encontrarmos cobertura de telhas francesas com caimentos de duas águas, às vezes com lanternins. Em algumas edificações mais recentes, ou reformadas, é fácil encontrar cobertura tipo shed.
A estrutura varia entre colunas e armação do telhado em madeira; colunas de ferro e armação do telhado em madeira; colunas e armação do telhado em ferro fundido, ou variações com materiais de uso mais recente, como aço e concreto armado.
A concepção radial normalmente encerra uma edificação não em forma de circulo, mas polígonal, com arestas dividindo a parede de cada uma das baias.
Quando utilizada como parte das oficinas, as rotundas costumam ser parte de um prédio mais complexo, com  ligações diretas com ferraria, tornearia, caldeiraria, entre outros módulos, como é o caso da rotunda da North Midland Works, em Derby, Inglaterra.[2] Percebe-se com tal exemplo que, se a maior parte das rotundas possuem cobertura apenas nas extremidades, algumas são completamente cobertas, mesmo no centro onde se encontra o girador.
Em rotundas de pequeno porte, o movimento do girador dá-se pelo esforço humano. Quando se trata de estruturas maiores, para veiculos de grande porte, o movimento do girador passa pela responsabilidade do fiuncionamento de motores normalmente elétricos. 




Mingo Junction Roundhouse, Ohio, Pennsylvania Railroad. Exemplo de rotunda que não chega a 180º. Foto de autor desconhecido.

Sunderland Motive Power Depot, Tyne & Wear, United Kingdom. Foto de Steve Armitage.



North Midland Works Roundhouse, Derby. Esta rotunda é das mais antigas que se tem notícia, construída entre 1839-40, sua estrutura é toda em ferro fundido (cast-iron). Na imagem superior temos a planta baixa e, acima, o interior do belo edifício. Foto de Royal Commission on the Historical Monuments of England.

Em outubro de 1962, um dia no cotidiano da Denver & Rio Grande Western Railroad na rotunda de Durango, Colorado. Foto de John West.
No Brasil, no âmbito da Rede Ferroviária Federal, Sérgio Morais apontou a existência de vinte e quatro rotundas, das quais, em seu levantamento, de 1984, dez já não mais existiam. Portanto, tal levantamento não possui dimensão nacional, de facto, já que desconsidera as rotundas pertencentes às ferrovias da FEPASA e das companhias particulares. Um levantamento de maior vulto vem ocorrendo pelo Sr. Ralph Giesbrecht, que em sua página sobre as rotundas do Brasil, em Estações Ferroviárias, tem disponibilizado informações valiosas sobre essas edificações, a maioria já demolida. 
Um desses casos de edificações raras que já não mais existem é o da rotunda de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, pertencente à Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Essa rotunda, em 360º, possuía um raio bastante mais avantajado do que o habitual para as rotundas de estradas de ferro em bitola estreita, o que a distinguia de suas congêneres era a existência de dois giradores em seu interior. Esses dados indicam que ela possuía muito mais do que as vinte e quatro baias indicadas pelo desenho esquemático encontrado por Giesbrecht. A minúscula fotografia disponibilizada pelo mesmo autor não nos permite contar as baias, mas deixa claro que vinte e quatro pode ser apenas a metade de postos na edificação.

Na lista, onde se lê Porto Novo do Cunha, substituir por Além Paraíba, MG. Nas marcações em X, favor marcar um X na linha vertical "Desat.", horizontal "São João Del Rei". Por Sérgio Morais, PRESERVE/PRESERFE.
A rotunda de Ribeirão Preto, da Cia. Mogiana de E. F., com seus dois giradores, na porção esquerda superior da imagem. Grato a Ralph Giesbrecht pela disponibilização da imagem na página sobre a rotunda de Ribeirão Preto.
Em Minas Gerais existem ainda três rotundas, duas delas legado da mesma comapnhia, a E. F. Oeste de Minas, as de S. J. del-Rei e de Ribeirão Vermelho, e outra da E. F. Leopoldina, em Além Paraíba (antiga Porto Novo do Cunha).
Há alguns meses, fomos procurados (membros do NEOM-ABPF) por uma equipe da EPTV, de Campinas. Além de toda a informação sobre as ferrovias no Brasil, eles queriam saber qual era a maior rotunda do Brasil, como se fosse o dado mais importante do mundo. Por mais que eu achasse uma bobagem saber qual é a maior ou menor, isso gerou a curiosidade. Por ainda existir a rotunda de Barra do Piraí, RJ, originária da E. F. Central do Brasil, imaginava que fosse a maior pelo simples fato de que foi construída para abrigar locomotivas de bitola larga, bem mais altas, largas, compridas e pesadas do que as equivalentes de bitola estreita. A curiosidade, assumida pelo colega Jonas Martins, levou-o a descobrir que eu estava enganado, e que a rotunda de maior diâmetro entre as que restaram no Brasil, referentes às de 360º, é a de Além Paraíba, MG, com seus em torno de 80,00m (a de Ribeirão Vermelho possui 75,00m).
Ao procurar imagens desta rotunda, eis minha surpresa: sob a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica S.A., a edificação encontra-se em franco processo de ruína, por falta de manutenção

Rotunda de Além Paraíba em 2008. Em processo de desabamento. Foto de Gilberto de Souza.

A rotunda de São João del-Rei

Não temos a data certa de sua construção, sabe-se apenas que é parte do complexo de oficinas e depósito da malha original em bitola de 0,76m da Estrada de Ferro Oeste de Minas. O mais provável é que tenha sido edificada entre 1891 e 1895, quando a companhia já possuía um parque de tração com trinta e sete locomotivas.
Esta edificação é um polígono de 24 arestas, com diâmetro de 50,00m. O girador possui o comprimento básico para as pequenas locomotivas, com seus 13,00m.
As paredes são de alvenaria de tijolos maciços, e cobertura de argamassa lisa. A cobertura é sustentada por quarenta e oito colunas de ferro fundido - originalmente importadas da Escócia e desviadas para a fazenda de um engenheiro da Rede Ferroviária Federal S.A. no sul de Minas Gerais, após a demolição da rotunda ocorrida entre 1973-4.

A fotografia nais antiga disponível data de 1910. Foto Acervo NEOM-ABPF.
Por volta de 1960, trabalhadores fazendo pose para o fotógrafo da Rede Mineira de Viação. Ao fundo vemos as colunas originais. Os lambrequins já não mais ornam o perímetro interno do telhado. Foto Acervo NEOM-ABPF.

Pelas condições em que se encontra a rotunda nesta imagem, creio que ela tenha sido realizada entre 1970 e 73. Nela também é possível vizualizar o formato das colunas originais. Foto Acervo NEOM-ABPF

Nesta, em cores, de 1972, também podia-se encontrar as colunas originais a sustentarem o telhado, sob a armação de madeira. Foto de Ron Ziel.
A armação do telhado é realizada em madeira, e o mesmo é concebido em duas águas com lanternins e venezianas. Na reconstrução, realizada em 1984, mantém-se a mesma concepção, porém, com medidas diferentes. Devido ao estravio das colunas, em ação a que chamamos "confusão entre público e privado", no sentido de propriedade, na reconstrução houve a necessidade de fabricar novas colunas. Para a obra, foram utilizadas vinte e duas colunas provenientes da Estação de Belo Horizonte da Estrada de Ferro Central do Brasil (RFFSA SR-3), sendo as outras vinte e seis fundidas nas oficinas da própria RFFSA em Divinópolis, MG.[3]
Como a rotunda  foi reconstruída para abrigar o acervo do museu e, obviamente, passar a ser área de visitação constante, o piso foi refeito de maneira a ser nivelado aos boletos dos trilhos, todo o espaço foi, portanto, concretado.

Em 1968, a rotunda de São João ainda era utilizada como depósito de locomotivas, vista ao fundo à esquerda. Foto de C. Small.
Em 1974 o prédio já era visto em sua condição de "demolido". Foto de Guido Motta.
Após a demolição parcial, pode-se observar a parece de alvenaria de tijolos maciços. Foto Acervo NEOM-ABPF.

Em 1979 a rotunda era uma das "belas" ruínas da cidade. Creio que alguns defenderiam a manutenção dessa condição, o que eu acho que ainda seria válido. Entretanto, pelo fato de estar bem documentada em imagens, acho acertada a reconstrução. Foto de Herbert Graf.
Esta imagen, capturada provavelmente do Alto do Cristo, permite-nos perceber a magnitude da ocupação do complexo ferroviário em pleno centro da cidade. Na porção direita inferior da fotografia vemos o triângulo que, na dita "revitalização" do espaço, de 1984 a 1986, foi substituído por um girador. Foto de Herbert Graf.
Em 1984 deu-se a reconstrução do edifício para a instalação do museu denominado "Centro de Perservação da Memória Ferroviária de Minas Gerais", projeto do PRESERVE/PRESERFE, sob a direção de Maria Elisa Carazzoni (Secretária Executiva do PRESERVE-MT) e Sérgio dos Santos Morais (Arquiteto do PRESERVE-MT). Foto Acervo NEOM-ABPF.
Em 1989, pleno funcionamento do museu. Nessa época, quase todos os dias, eu ia para o complexo ferroviário, a rotunda era o lugar favorito, onde não só podia deixar a imaginação fluir mas também usufruía da companhia de alguns ferroviários mais calejados,com suas narrativas memoráveis. Foto de Herbert Graf.
A imagem desolada, com o ar de "neo-abandono", chega com o PND (Plano Nacional de Desestatização) de 1996. O PND desconsidera os bens culturais da RFFSA quando arrenda e concede às aglomerações privadas o controle das ferrovias e não abre licitação para o cuidado com os museus, ou nem mesmo cria uma instituição que dê conta de nosso acervo museológico, industrial arqueológico, enfim, desconsidera a importância dos testemunhos de nossa história. E a falta de manutenção trás as consequências à integridade de nosso magnífico acervo. Foro de Ricardo Coimbra.
Planta baixa da rotunda de São João del-Rei. Desenho do autor do blog.
Corte simplificado da área coberta da rotunda de São João del-Rei. Desenho do autor do blog.

As condições de preservação desse bem encontram-se hoje em níveis preocupantes. Intervenções realizadas dentro de um pensamento de pragmatismo excessivo, ou mesmo sob a suspeita de "má fé" em obras pagas e não realizadas, é o que temos para hoje. Segundo a empresa Ferrovia Centro-Atlântica S.A., em 2005, ocorreu uma grande obra de reforma tanto do prédio da oficina de operatrizes quanto da rotunda. Em visita técnica realizada em junho deste ano, detectamos que ambas as edificações encontram-se sob risco de desabamento, segundo os próprios empregados da FCA S.A., o que, pelos meus cálculos, invalida a tal "reforma" de 2005.
Fica aqui meu protesto sobre a forma como uma empresa de tão prestigiada condição, a Companhia Vale do Rio Doce (agora apenas "Vale"), grupo ao qual pertence a FCA S.A., trata dos bens culturais já reconhecidos como monumentos nacionais. Para lembrar, o Complexo Ferroviário de São João del-Rei, a via férrea de 12km até o município de Tiradentes, além daquela estação ferroviária, foram tombados pela SPHAN (IPHAN) entre 1986 e 89 e o conjunto está inscrito no Livro do Tombo Histórico, Vol. II, sob o nº 528, às fls. 10 e 11, e no Livro do Tombo das Belas Artes, Vol. II, sob o nº 596, à f. 18, desde 3 de agosto de 1989.

Infiltração nas paredes da edificação, o que pode trazer consequências à preservação so próprio prédio, além da ameaça ao acervo. Foto de Jonas Augusto.
Depois de 27 anos, a estrutura que comporta o telhado exige nova intervenção, devido ao desgaste ocorrido na madeira por ação de agentes naturais. O prédio está interditado devido à ameaça de ruina do madeiramento. Em 2001 já detectávamos a presença de resíduos provenientes da ação de carunchos em todo o perímetro da cobertura. Foto de Bruno Campos.
A fotografia não consegue transmitir o real estado de conservação dos bens do museu ferroviário. Tanques sem água, permitindo o alastramento da ferrugem, cilindros e eixos sem a devida lubrificação, e nem mesmo a mínima preocupação com a maquiagem das peças. A rotunda, talvez a parte mais interessante de todo o museu, não cumpre devidamente seu papel há 15 anos, e eventos realizados de maneira inescrupulosa só fizeram por degradar ainda mais o patrimônio ali guardado. Foto de Bruno Campos.


Algumas rotundas no Google Maps:

Rotunda de Além Paraíba, MG - E. F. Leopoldina
Rotunda de Ribeirão Vermelho, MG - E. F. Oeste de Minas
Rotunda de São João del-Rei, MG - E. F. Oeste de Minas
Rotunda de Cruzeiro, SP - E. F. Minas & Rio
Rotunda de Barra do Piraí, RJ - E. F. Central do Brasil
Rotunda de Três Rios, RJ - E. F. Central do Brasil
Rotunda de Cruz Alta, RS - V. F. do Rio Grande do Sul
Rotunda de Longueville, França - SNCF
Rotunda de Durango, Colorado, EUA - Denver & Rio Grande Railroad
Rotunda da Steamtown National Historic Site, Scranton, PA, EUA - Pennsylvania Railroad
Rotunda em Toronto, Ontário, Canadá - Canadian National Railway

[1] MORAIS, Sérgio. Reconstrução da rotunda de São João del Rei. Rio de Janeiro: RFFSA, 1984, pp.7-9.
[2] FALCONER, Keith; JONES, Barrie. "Railway Engineering Works: the legacy" IN: BURMAN, Peter; STRATTON, Michael. Conserving The Railway Heritage. London: E&FN Spon, 1997, pp.96-7.
[3] MORAIS, Sérgio. Reconstrução....p.15.

Um comentário:

EFGoyaz disse...

A Vale, com sua mentalidade meramente exploratória, não consegue enxergar que se destinasse uma ínfima e irrisória parte dos seus lucros como o investimento em formação de corpo técnico adequado para a manutenção desses bens que ela não cuida e não devolve, seria extremamente benéfico à imagem dela própria. Hoje, ela tem a imagem de empresa espertalhona e imediatista, que foi comprada numa transação no mínimo estranha, que escava o subsolo (propriedade coletiva), que paga quantias desprezíveis em impostos, que não contribui em nada aos interesses do Brasil, e que não se interessa em perder tempo com contrapartidas válidas para as comunidades que ela explora.